terça-feira, 23 de setembro de 2008

Setembro.

Eu sou meio superticiosa, e geralmente passo o ano esperando o mês de setembro. Setembro, especificadamente, é o ano em que costumam as coisas boas da minha vida. Não é nem que aconteçam coisas marcantes (às vezes sim, mas não se trata disso). E sim, do mês bom no geral, se é que dá pra entender.

Pois hoje eu posso dizer que esse setembro foi o pior mês do ano pra mim, e o pior setembro que eu já tive em toda a minha vida. Nada marcantemente ruim me aconteceu. Ninguém morreu, a faculdade tá até que indo bem, todos estão saudáveis e etc. Mas aqui dentro de mim, tá um verdadeiro caos. Uma bagunça que eu já desconhecia de tanto tempo que não acontecia. Todos os meus sentimentos, dolorosamente embaralhados dentro de uma solidão tão funda que parece que eu tô me afogando dentro dela pra nunca mais voltar. Parece que eu tô me perdendo cada vez mais, e quando eu consigo respirar felicidade, logo ela me é tirada por alguma razão qualquer.
E o pior de tudo é que eu não sinto vontade de ligar pra ninguém e me consolar, não quero conversar sobre isso, não procuro solução alguma. Eu tô sozinha.
Já não me sinto mais segura nem na minha própria casa. Por onde eu passo, tem gente me fuzilando com os olhos por motivos bestas, fúteis. Parece que a minha existência incomoda, enxe o saco.
É então que eu venho pro meu quarto chorar e chorar, e quisera eu poder me trancar e não sair daqui tão cedo, mas aqui em casa criou-se uma regra de não trancar quartos, e a porta pode a qualquer momento se escancarar e despejar em mim uma tempestade de ofensas. Como se eu fosse blindada, e pudesse aguentar qualquer metralhadora de palavras cruéis.
Eu tô cansada.
Queria correr pra longe daqui, pra longe de tudo. Pra um lugar em que eu fosse mais do que uma ocupação de espaço e um motivo de estresse.
Eu tô com saudade.
Sinto falta de carinho, da minha alegria diária, da leveza que costumava morar no meu coração, entre outras mil coisas que agora me estão distantes.
Eu não quero mais me afogar, não quero!
Eu não quero as minhas variações de humor, as minhas inseguranças, a minha solidão. Eu não gosto de ser frágil. Nunca fui, por que agora tô sendo?!

Eu acredito e gosto de acreditar que todos passam por fases ruins, e que essa é a minha, e que vai passar logo. Lembra que felicidade a gente é quem escolhe? Eu nunca tinha dificultado a minha escolha. Não antes de agora.

VAI PASSAR!

2 comentários:

Lèuon Modali disse...

Ninguém é mais legal que você, amiga. E se quiser um lugarzinho para fugir, juro que aqui em casa nem moscas pra encher o saco vão ter. Além do que, as Andorinhas estão trazendo, uma peça de cada vez, o verão; estarei te esperando de coração aberto, como sempre. Mesmo que nunca venhas.
Muita vontade de te dar um abraço, agora.
Te amo muitão ;*

Unknown disse...

Não sei o que te dizer, queria te abraçar agora quem nem o leonardo.
Gostaria muito de poder ti dar uma explicaçãp pra cada das uma das tuas razões da tua tristeza, pra ver diminuía um pouco.
Te amo.